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AI Max no Google Ads: o que faz, como proteger a conta B2B e quando ligar

O AI Max amplia buscas, texto e página de destino. Veja o que a documentação do Google confirma, a cerca que protege uma conta B2B e quando deixar desligado.

30 de outubro de 2026 · Guilherme Rezende · 10 min de leitura

Capa do post AI Max no Google Ads: o que faz, como proteger a conta B2B e quando ligar

O AI Max, chamado de IA Max na interface em português, não é um tipo de campanha. É uma camada de recursos de inteligência artificial que o Google liga dentro de uma campanha de Pesquisa para fazer três coisas: atender buscas que você não cadastrou, reescrever o texto do anúncio e escolher a página de destino. Em B2B, isso amplia o alcance e o ruído ao mesmo tempo, e a regra que a gente segue é ligar só com cerca montada e com conversão vinda do CRM.

O Google diz que o AI Max rende, em média, 14% mais conversões pelo mesmo custo por aquisição. É a média que ele mediu, e ela quase nada diz sobre uma conta que vende contrato de R$ 3 mil por mês. Abaixo estão o que o recurso faz, o que a documentação oficial confirma, o que vimos acontecer em contas B2B quando a expansão de página e de termos fica solta, e como testar sem queimar verba. O quadro geral da plataforma está em Google Ads: o que é e como anunciar.

O que o AI Max faz numa campanha de Pesquisa?

Segundo a Central de Ajuda do Google, são três recursos que podem ser usados em conjunto:

  1. Correspondência de termos de pesquisa. Expande suas palavras-chave, usando correspondência ampla e tecnologia que dispensa palavra-chave, para buscas que você não cadastrou mas que o Google julga relacionadas ao seu negócio.
  2. Personalização de texto. Gera títulos e descrições novos a partir do seu site e dos seus anúncios. É o que antes se chamava de recursos criados automaticamente.
  3. Expansão de URL final. Escolhe, para cada busca, a página do seu site que o Google acha mais relevante, em vez da página que você definiu no anúncio.

A expansão de URL não funciona sozinha: ela exige a personalização de texto ligada. E os recursos de correspondência, de texto e de URL exigem uma estratégia de lances inteligentes baseada em conversões. Isso importa mais do que parece, porque o AI Max aprende com o que você chama de conversão. Se a conversão é "formulário enviado", ele busca formulário.

Numa conta de SaaS de RH, o Google contava 84,9 conversões em 30 dias, e o CRM registrou 14 leads qualificados no mesmo período: 6,1 vezes menos. Na busca genérica a diferença era de 9 vezes. Um recurso que expande a busca em cima de um sinal assim expande o erro junto. Por isso a conversão certa vem antes do AI Max, e o caminho para ela está em conversões offline no Google Ads e em por que o painel não bate com o CRM.

O Google promete 14% a mais de conversões: vale para o B2B?

O número vem de dados internos do Google de 2025: anunciantes que não são de varejo e ativam o AI Max em campanhas de Pesquisa costumam ter cerca de 14% mais conversões ou valor de conversão, com custo por aquisição ou retorno semelhante. Para contas em que mais de 70% das conversões vinham de palavras-chave em correspondência exata ou de frase, o Google cita 27%.

Três ressalvas para ler esse número. A média mistura contas com muito volume de conversão, e o B2B tem pouco. A conversão contada é a que está configurada na conta, não a venda. E o ganho vem de buscas novas, que em B2B são justamente as mais sujeitas a ruído: a busca "software de contratos" abre caminho para "modelo de contrato", "advogado" e "curso", e só uma fração disso é lead. Trate os 14% como o teto de uma hipótese, não como previsão.

O que dá errado quando a expansão fica solta?

Três coisas, as duas primeiras medidas em contas que a gente gere.

A verba vai para páginas que não vendem. A expansão de URL final existe também na Performance Max, e foi lá que medimos. Numa campanha de um SaaS de RH, 28% da verba em 90 dias caiu fora das três páginas que o grupo de anúncios definia: foram 396 páginas diferentes e R$ 7.420. Uma única página institucional recebeu R$ 6.516, com 17.329 cliques e nenhuma conversão. Ninguém escolheu aquela página; o sistema escolheu. O AI Max tem o mesmo recurso, e a exclusão de URL é o controle que fecha isso.

A busca por termos relacionados traz curioso. Na mesma conta, termos de feriado receberam 206 cliques, escala de trabalho 145 e salário mínimo 23, todos sem conversão. A busca por nome de concorrente custou R$ 1.219 por uma única conversão. O AI Max, ao expandir, procura exatamente esse tipo de vizinho semântico.

Por fim, a expansão embaralha a leitura das campanhas. Quando ela leva para a campanha genérica o tráfego que a de marca já atendia mais barato, o desempenho de cada uma deixa de ser legível. Daí o cuidado com os controles de marca.

Quais controles existem no AI Max?

Os nomes e a posição na interface mudam, então confira na sua conta. O que a documentação oficial descreve hoje:

ControleO que fazNível
Exclusões de marcaImpedem buscas de marcas específicasCampanha
Inclusões de marcaPermitem buscas de marcas específicasCampanha ou grupo de anúncios
Exclusões de URLImpedem que páginas recebam tráfego pela expansão de URL finalCampanha
Diretrizes de textoTermos excluídos e restrições de mensagem para o texto geradoCampanha
Palavras-chave negativasBloqueiam buscas indesejadasCampanha, grupo ou lista

Um detalhe que pega quem está começando: as exclusões de URL só valem com o AI Max, a personalização de texto e a expansão de URL final ligados. Se você desliga uma dessas configurações, as exclusões são ignoradas. Outro: com a expansão de URL ativa, o Google avisa que os recursos fixados nos anúncios responsivos não são respeitados quando ele escolhe uma página mais relevante.

Como proteger uma conta B2B antes de ligar?

A cerca tem quatro peças, nesta ordem.

Quatro peças da cerca do AI Max em ordem: negativas por tema, controles de marca, exclusões de URL e termos proibidos no texto

1. Negativas por tema. Aplique antes de ligar as listas de emprego, grátis, estudo, pessoa física e suporte. A lista completa está em palavras-chave negativas no Google Ads. A expansão aumenta a cobertura de buscas, e as negativas mantêm essa cobertura dentro do que compra.

2. Controles de marca. Use sua marca como inclusão na campanha de marca e como exclusão nas campanhas sem marca. Isso evita que o AI Max leve para a campanha de categoria o tráfego que a de marca atenderia a custo menor.

3. Exclusões de URL. Exclua tudo o que não vende: carreiras, blog, central de suporte, política de privacidade, login, institucional. Mantenha só produto, solução e conversão. Exclusão por padrão de endereço é mais fácil de manter do que página por página.

4. Diretrizes de texto. Liste o que o anúncio não pode prometer: preço que você não pratica, "grátis" sem plano gratuito, nome de concorrente, garantia que o jurídico não aprova. O Google escreve a partir do seu site, e o que está no site vira anúncio. Revise o texto gerado nos relatórios de recursos.

Confira também os modelos de URL de rastreamento. A ajuda do Google recomenda usar a tag {lpurl}, porque um modelo com URL fixo, sem ela, manda todo mundo para o mesmo endereço e a expansão deixa de funcionar.

Em qual campanha testar o AI Max primeiro?

Do menor para o maior risco:

  1. Campanha de categoria, sem marca, com conversão vinda do CRM, volume razoável e negativas prontas. É onde o AI Max pode abrir buscas boas que você não mapeou.
  2. Campanha de problema ("como reduzir turnover"), quando há conteúdo e página para educar.
  3. Concorrentes, só com exclusões de marca bem feitas.
  4. Marca, por último. Há pouco o que expandir, e o risco de canibalizar é maior.

Rode como experimento, com a campanha original ao lado, por tempo suficiente para juntar conversões qualificadas, e julgue por reunião e oportunidade, não por clique ou lead. A Central de Ajuda do Google observa ainda que o AI Max não é eficaz em campanha limitada por orçamento, e um alerta aparece nesses casos. Se a sua campanha já gasta tudo no dia, o problema é a verba, não a IA.

Como medir se o AI Max está funcionando?

Três leituras, toda semana nas primeiras semanas. No relatório de termos de pesquisa, o AI Max aparece como tipo de correspondência, com uma coluna de origem; classifique cada termo como bom, ruim ou topo de funil, e transforme o ruim em negativa e o bom em palavra-chave. No relatório de páginas de destino, a coluna "Selecionada por" mostra quais URLs a expansão escolheu; qualquer página que não vende vira exclusão. E, na conversão, compare custo por oportunidade entre o grupo com AI Max e o de controle.

Sem conversão do CRM, a medição para no formulário, e é aí que o AI Max mais engana. Numa conta em que o Google passou a otimizar por valor, com peso diferente para formulário, lead qualificado e lead aceito pelo comercial, o algoritmo continuou aprendendo com o volume do formulário, mas passou a disputar mais caro o clique com cara de lead aceito. É o mesmo princípio: o AI Max aprende o que você pagar para ele aprender.

Quando deixar o AI Max desligado?

  • Poucas conversões qualificadas por mês, o que impede um experimento confiável.
  • Site fraco, com páginas rasas e texto genérico, porque o Google escreve a partir dele.
  • Ninguém para ler o relatório de termos toda semana.
  • Campanha de marca, onde há pouco para expandir.

Se nenhum desses é o seu caso, ligue em uma campanha, com a cerca, e deixe o resto da conta como está.

O que muda nas campanhas que já existem?

O Google vem levando as campanhas de pesquisa com correspondência ampla e recursos criados automaticamente para dentro do AI Max, e o mesmo deve acontecer com os anúncios dinâmicos de pesquisa. Antes de planejar, confira na sua conta e na Central de Ajuda se a migração já chegou às suas campanhas: as listas de marca são mantidas, mas o comportamento das palavras-chave muda. A Central de Ajuda registra que, ao migrar, as palavras-chave amplas deixam de ser tratadas como exatas na priorização.

Se você tem campanhas assim, o primeiro passo é conferir quais já mudaram e quais recursos estão ativos. Confirme as datas na sua conta, porque o Google ajustou o calendário mais de uma vez.

AI Max ou Performance Max?

São coisas diferentes. O AI Max melhora uma campanha de Pesquisa, que continua dependendo de palavras-chave, de grupos e de anúncios que você definiu. A Performance Max é uma campanha automática que veicula em todos os canais do Google. Para decidir entre elas em B2B, leia Performance Max Google Ads para B2B, e para ver onde cada uma entra, tipos de campanhas do Google Ads.

Perguntas frequentes

O que é o AI Max no Google Ads?

É um conjunto de recursos de IA ligado dentro das campanhas de Pesquisa: correspondência de termos de pesquisa, personalização de texto e expansão de URL final. Não é um novo tipo de campanha, mas uma camada de otimização sobre as campanhas existentes.

Devo ligar o AI Max em campanha B2B?

Só com conversão qualificada vinda do CRM, negativas aplicadas, exclusões de URL e controles de marca definidos. Comece por uma campanha de categoria, como experimento, e julgue por custo por oportunidade.

Como evitar que o AI Max leve o tráfego para páginas erradas?

Use as exclusões de URL no nível da campanha, mantenha o AI Max, a personalização de texto e a expansão de URL final ligados (senão a exclusão deixa de valer) e revise toda semana a coluna "Selecionada por" no relatório de páginas de destino.

O AI Max exige alguma estratégia de lances?

Sim. Os recursos de correspondência, texto e URL exigem estratégias de lances inteligentes baseadas em conversões, como maximizar conversões ou maximizar valor de conversão.

Quer ligar o AI Max sem queimar verba?

Fale com a Summia. A gente audita a conversão, monta a cerca e roda o AI Max como experimento, com decisão por reunião e oportunidade.

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