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Carrossel LinkedIn: como fazer, tamanho e o que os dados mostram

Carrossel LinkedIn é um PDF: veja o passo a passo oficial, o tamanho, quando usar e por que o documento ficou atrás das várias imagens em 1.328 posts B2B.

31 de outubro de 2026 · Guilherme Rezende · 10 min de leitura

Capa do post Carrossel LinkedIn: como fazer, tamanho e o que os dados mostram

Quem pesquisa "carrossel LinkedIn" geralmente espera o mesmo recurso do Instagram: subir várias imagens e deixar o leitor deslizar. No LinkedIn, o carrossel que as pessoas folheiam no feed é um documento, quase sempre um PDF em que cada página vira um slide. A Central de Ajuda do LinkedIn (conferida em out/2026) informa que desde 26 de junho de 2023 não dá mais para criar o carrossel nativo de imagens e vídeos em posts orgânicos. Quem posta várias fotos recebe uma grade, e quem quer o efeito de folhear sobe um PDF.

O resto deste post mostra como publicar, as medidas e os limites oficiais, quando o formato faz sentido para B2B e o dado menos agradável: na nossa base de 1.328 posts de autores B2B brasileiros, o documento ficou atrás do post com várias imagens. A amostra é pequena e o texto diz como ler isso.

Por que carrossel no LinkedIn confunde com o do Instagram

No Instagram, carrossel é um post com várias imagens ou vídeos que o leitor desliza. O LinkedIn tem três coisas que se parecem com isso, e cada guia chama uma delas de "carrossel":

  • Documento (PDF). Um arquivo em que cada página é um slide. É o que o mercado de LinkedIn chama de carrossel. O leitor folheia dentro do feed e, segundo a ajuda, quem vê o post pode baixar o PDF.
  • Post com várias imagens. Até 20 fotos num mesmo post, exibidas em grade. A primeira foto define o layout. Não é um carrossel que se folheia no feed.
  • Anúncio em carrossel. Formato de LinkedIn Ads, de 2 a 10 cartões, cada um com imagem de pelo menos 1080 x 1080 px (proporção 1:1), até 10 MB, título de até 45 caracteres e texto de apresentação de até 255, cada cartão com a própria URL. Esse formato continua ativo e tem ficha oficial na página de anúncios.

Esse último ponto explica boa parte da confusão: o carrossel nativo continua existindo em anúncio, enquanto o post orgânico perdeu o recurso. Quem lê um guia escrito para anúncio e aplica ao post orgânico erra a medida.

Como fazer um carrossel no LinkedIn, passo a passo

Fluxo de seis passos: monte as páginas no mesmo tamanho, exporte em PDF, clique em Start a post, More e documento, dê título e descrição, publique

O passo a passo da ajuda oficial, no computador:

  1. Monte as páginas em uma ferramenta de design, como Canva ou Figma, todas no mesmo tamanho.
  2. Exporte como PDF. O LinkedIn recomenda PDF porque dá a melhor qualidade. PDFs com camadas precisam ser achatados.
  3. Na página inicial do LinkedIn, clique em Start a post (Começar publicação).
  4. Na janela que abrir, clique em More (os três pontos) e depois no ícone Add a document (adicionar documento).
  5. Clique em Choose file e selecione o PDF. Também dá para buscar no Dropbox ou no Google Drive, e quem usa conta corporativa na nuvem pode esbarrar num alerta de aprovação do administrador.
  6. Dê um título ao documento e clique em Done. Use um título que explique o conteúdo.
  7. Escreva a descrição do post. Hashtags e menções com @ são opcionais.
  8. Clique em Post.

No celular o caminho é parecido: toque em Post, depois no ícone More e em Document, escolha o arquivo, dê o título e toque em Next, escreva a descrição e publique.

Captura da Central de Ajuda do LinkedIn, página "Upload and share documents on LinkedIn", com o limite de 100 MB e 300 páginas, os formatos aceitos e os sete passos do computador

Fonte: Central de Ajuda do LinkedIn, "Upload and share documents on LinkedIn"

O que a ajuda avisa e costuma passar batido:

  • Depois de publicado, o documento não pode ser trocado nem editado. Só a descrição pode ser alterada, ou o post removido. Erro de digitação no slide 4 significa apagar o post e subir de novo, perdendo as reações.
  • Vídeos e animações dentro do PDF não funcionam e aparecem como imagem parada.
  • Os hiperlinks dentro do PDF precisam funcionar. Teste o arquivo exportado antes de subir.

Carrossel LinkedIn: tamanho, páginas e limites

A ajuda oficial dá os limites do arquivo, e não dá a proporção das páginas. O que ela determina:

ItemLimite oficial (conferido em out/2026)
Formatos aceitosPDF, PPT, PPTX, DOC e DOCX (PDF é o recomendado)
Tamanho do arquivoAté 100 MB
Número de páginasAté 300
Tamanho das páginasTodas iguais; PDF com páginas de tamanhos diferentes deve ser ajustado
Arquivos por post1

Sobre a proporção, o LinkedIn não recomenda um número. O que dá para dizer é o que os autores B2B da nossa base fazem. Olhamos a capa dos 114 documentos publicados por autores B2B na base bruta (qualquer idioma).

Gráfico de barras: proporção das páginas dos 114 PDFs da base, 4:5 em 51 casos (45%), 1:1 em 32 (28%), 3:4 em 15 (13%), outras em 16 (14%)

A vertical 4:5 (por exemplo, 1080 x 1350 px) é a mais usada, com 45% dos documentos, seguida do quadrado 1:1, com 28%. A mediana é de 6 a 7 páginas por documento. Guias de terceiros sugerem de 8 a 12 slides, sem apresentar método ou amostra, e é por isso que não tratamos esse número como recomendação do LinkedIn. Para o leitor no celular, a página vertical ocupa mais tela e deixa o texto maior, o que é o motivo de a gente preferir 4:5. Para as medidas de imagem, vídeo e capas, veja tamanho de post no LinkedIn.

O que a nossa base diz sobre o carrossel (PDF)

A base tem 2.481 posts de 116 autores B2B, de setembro de 2025 a setembro de 2026. Os números aqui são dos 1.328 posts em português, de 76 autores. Cada post foi medido contra a mediana do próprio autor: o índice é curtidas mais três vezes os comentários, dividido por essa mediana. A medida de resultado é a fatia de posts acima de 1,5 vez a mediana, com intervalo de confiança de 95%.

Gráfico de colunas com intervalos de confiança: várias imagens 39% (n=123), imagem única 32% (n=682), documento PDF 18% (n=49), PDF até 8 páginas 18% (n=34), PDF com 9 ou mais páginas 20% (n=15)

Nesta amostra, o post com várias imagens teve 39% dos posts acima de 1,5 vez (intervalo de 30% a 48%, n=123). O documento PDF ficou em 18% (8% a 31%, n=49), com mediana do índice de 0,82. Os intervalos quase se tocam, o que impede de dizer que o PDF "perde" de forma segura, mas a direção é consistente: no total da base, com os posts em inglês, o documento teve 22% (13% a 32%, n=82) contra 38% das várias imagens (31% a 45%, n=229). Dividindo os PDFs pelo número de páginas, não há diferença: até 8 páginas, 18% (6% a 32%, n=34); 9 páginas ou mais, 20% (0% a 40%, n=15).

Por que o PDF pode ter ficado atrás? Não sabemos, e as hipóteses abaixo são hipóteses:

  • O índice usa curtidas e comentários. Quem folheia o PDF até o fim pode não reagir, e a nossa base não enxerga outras métricas do documento, como quantas páginas foram vistas.
  • Muitos PDFs saem de modelo pronto, com visual parecido, e o leitor reconhece.
  • O autor que sobe um PDF costuma fazê-lo para um material, e quem baixa não precisa curtir.
  • A amostra é pequena (49 documentos) e concentrada: os PDFs em português vêm de 22 autores, e quatro deles respondem por mais da metade.

Vale conferir se o seu caso é diferente. Chris, fundador da Searchable e um dos palestrantes que estudamos, diz que carrosséis e infográficos conquistam mais seguidores que vídeo porque as pessoas ficam mais tempo e salvam o conteúdo. Tommy, da agência americana Compound, diz que o infográfico "salvável" funciona e que vídeo está mais fraco que no fim de 2024. São opiniões de quem opera, sem dado aberto. Nossa base, que é de autores brasileiros de B2B, não confirma que o documento ganhe. Como os dois lados têm pouca prova, o caminho é testar no seu perfil.

Duas ressalvas gerais, que valem para toda a base. Os autores já têm audiência formada, com mediana de 18 posts por autor, e quem está começando pode ter outro resultado. E cada autor escolheu o próprio formato, então não é um experimento: mostra o que andou junto, e não o que causa o resultado.

Quando usar carrossel (documento) no LinkedIn

Apesar do dado, o documento tem usos em que o formato é o produto, e não o alcance:

  • Material para levar. Como o leitor pode baixar o PDF, o documento serve para checklist, modelo e roteiro. Para o comprador B2B, uma página com os 7 critérios de escolha de um fornecedor vale mais salva do que curtida.
  • Passo a passo visual. Processos com etapas (de uma implementação, de uma auditoria) cabem bem em páginas.
  • Resumo de dado ou de estudo. Um relatório de 30 páginas vira 6 slides com um número por página.
  • Apresentação de palestra ou evento. A ajuda do LinkedIn cita como temas indicados para documentos o conselho de carreira, a cultura da empresa, insights e tendências, conteúdo de evento e compartilhamento de conhecimento.

E há situações em que a gente recomenda outro formato. Se o objetivo é alcance e conversa, uma imagem única ou um post com várias fotos tem o melhor histórico na base. Se a mensagem cabe em duas frases, texto e uma imagem bastam, e ninguém precisa folhear.

Como montar um carrossel que o leitor B2B abra e termine

O que sabemos do formato, com a opinião da casa onde não há dado:

  1. O primeiro slide é o gancho. Ele aparece sozinho no feed. Coloque nele a promessa ou o número, e não o nome da empresa.
  2. Uma ideia por página. Texto grande, que dê para ler no celular sem zoom.
  3. Comece com 6 a 8 páginas. É onde está a mediana da base e o formato que o seu time consegue manter.
  4. Mesma proporção e mesma margem em todas. A ajuda pede páginas do mesmo tamanho, e o corte ruim denuncia improviso.
  5. Feche com um próximo passo. Um convite para comentar uma palavra, para baixar um material ou para conversar. O post sobre como escrever no LinkedIn tem modelos de gancho e de fechamento.
  6. Use a descrição do post. O texto acima do PDF é o que o leitor vê antes de qualquer slide. Escreva nele o gancho do post, e não "segue o PDF".
  7. Dê um título ao documento. A ajuda manda preencher o título e recomenda que ele explique o conteúdo.

Em dúvida entre PDF e imagens, faça a comparação no próprio perfil: oito posts, quatro de cada tipo, com o mesmo assunto e o mesmo horário, e meça pela sua mediana. Dá o dado que esta base não consegue dar para a sua audiência. Com os números na mão, o passo seguinte é ver se o que funcionou no orgânico compensa o dinheiro: um documento que gera conversa pode virar anúncio com thought leader ads, e a rota completa do orgânico ao pago está em LinkedIn para empresas. O calendário de formatos dentro de um plano de conteúdo fica na estratégia de conteúdo no LinkedIn.

Perguntas frequentes

Como fazer carrossel no LinkedIn?

Monte as páginas no mesmo tamanho em Canva ou Figma e exporte como PDF. No LinkedIn, clique em Começar publicação, depois em More (mais) e em Add a document (adicionar documento), escolha o PDF, dê um título, escreva a descrição e publique. O arquivo pode ter até 100 MB e 300 páginas.

Qual o tamanho do carrossel do LinkedIn?

O LinkedIn não define uma proporção para as páginas. Exige que todas tenham o mesmo tamanho e limita o arquivo a 100 MB e 300 páginas. Entre os 114 documentos da nossa base, 45% usam 4:5 (por exemplo, 1080 x 1350 px) e 28% usam 1:1.

Dá para postar várias imagens como carrossel no LinkedIn?

Dá para postar até 20 imagens num post, mas elas aparecem em grade, e não como slides que se deslizam. O carrossel nativo foi encerrado para posts orgânicos em 26 de junho de 2023, e o efeito de folhear hoje exige PDF.

Carrossel dá mais alcance no LinkedIn?

Na nossa amostra, não. O documento PDF teve 18% dos posts acima de 1,5 vez a mediana do autor (n=49), contra 39% do post com várias imagens (n=123) e 32% da imagem única. A amostra de PDF é pequena, então tratamos como sinal e recomendamos testar no seu perfil.

Seu material no LinkedIn está gerando reunião?

A Summia mede, para empresas B2B e SaaS, o que cada formato do LinkedIn traz de lead e de reunião: ligamos o orgânico, o LinkedIn Ads e o CRM, e mostramos de qual post veio cada contato. Também transformamos o conteúdo que funcionou em campanha. Fale com a gente.

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