Resumo do LinkedIn (Sobre) que vende: estrutura e 6 modelos prontos para B2B
Resumo LinkedIn que vende: a seção Sobre em 5 blocos, limite de caracteres, 6 modelos prontos para founder, head de vendas, consultor, agência e SDR.

O resumo LinkedIn, que a interface em português chama hoje de "Sobre", é o texto que o comprador lê depois de gostar do título e antes de decidir se responde a sua mensagem. Para quem vende, ele precisa dizer em cinco blocos para quem você resolve o quê, qual a prova, como é trabalhar com você e qual o próximo passo. Só as primeiras linhas aparecem antes do "ver mais", então o bloco do problema do cliente vem primeiro, e a sua trajetória, se couber, vem por último.
Abaixo estão a estrutura, o limite de caracteres, seis modelos prontos para perfis B2B (founder de SaaS, head de vendas, head de marketing, consultor, agência e SDR) e a lista do que tirar. Todos os modelos são fictícios, com empresas, números e clientes inventados, e foram escritos para você trocar pelos seus dados. Os limites foram conferidos em out/2026.
Resumo ou "Sobre": como a seção se chama hoje
Quem pesquisa "resumo linkedin" costuma se referir à seção que antes tinha esse nome e hoje aparece como "Sobre" no perfil. A ajuda do LinkedIn em português descreve a seção como o espaço para expressar missão, motivação e competências, e a diferencia do título, que é o texto abaixo do seu nome. Para editar, a ajuda indica "Eu", "Ver perfil" e o ícone de editar na própria seção.
Se a seção não aparece no seu perfil, use "Adicionar seção" no cartão de apresentação e escolha "Sobre", conforme a ajuda.
Quantos caracteres tem o resumo do LinkedIn?
A página de ajuda do LinkedIn sobre a seção "Sobre" não informa um limite. O limite de 2.600 caracteres aparece no tutorial do LinkedIn Learning em português e nos guias que ranqueiam para a busca, como o da mLabs. A mesma ajuda recomenda "um ou dois parágrafos" e aceita marcadores no lugar de parágrafos.
Dois números práticos. O primeiro é que apenas as três primeiras linhas aparecem antes do "ver mais", segundo mLabs e Gupy. O ponto de corte varia com a tela, então trate as duas primeiras frases como as únicas garantidas. O segundo é a nossa faixa recomendada para quem vende: entre 1.500 e 2.000 caracteres. Mais que isso o comprador raramente lê, e muito menos deixa o texto vago.
Os cinco blocos de um "Sobre" que vende
O guia das Soluções de Vendas do LinkedIn propõe cinco partes: gancho, quem você atende e o quê, sua abordagem, prova de resultado e um convite sem pressão. É a estrutura que a gente usa, com a ordem e o tamanho abaixo.

Gancho (até 300 caracteres). Abre com o problema do seu cliente, de preferência com um número ou uma cena que ele reconheça. Não abre com "Sou". O comprador clica no "ver mais" se a primeira frase descreve um dia ruim dele.
Como você resolve (de 300 a 600). O método em duas ou três frases, sem jargão. Fale do que o cliente recebe, não da sua tecnologia.
Prova (de 300 a 500). Um número de cliente real ou, se não puder citar, o tipo de empresa e o resultado. "Atendemos 140 empresas de 200 a 2.000 funcionários" é prova. "Somos referência" não é.
Como trabalhar com você (de 200 a 400). Quem atende, quanto tempo leva, o que acontece depois do primeiro contato. Esse bloco derruba a objeção de "e se eu chamar, o que vai acontecer?".
Chamada (até 200). Um único convite, com o canal: "me chame aqui" ou o link da agenda. O texto sobre perfil do LinkedIn explica por que o perfil inteiro deve terminar em um só próximo passo, e o botão personalizado ou o item "Em destaque" repetem a mesma chamada.
Resumo LinkedIn pronto: seis modelos para B2B
Cada modelo abaixo está dentro do limite de caracteres e segue os cinco blocos. Substitua os colchetes. Os números são inventados para o exemplo; use só dados que você pode comprovar.
Modelo 1: founder de SaaS
Todo mês, o RH de uma empresa de 500 pessoas gasta 3 dias refazendo a folha porque ponto, benefício e rescisão não conversam entre si. A Exemplo Cloud existe para acabar com isso. Importamos os dados que você já tem, conferimos as divergências e entregamos a folha pronta para aprovação. Hoje atendemos 140 empresas de 200 a 2.000 funcionários. Nos clientes que entraram no último ano, o fechamento médio caiu de 9 para 4 dias. Como trabalhamos: a implantação leva até 30 dias, com um especialista que migra os dados do sistema atual. Você só aprova. Se o seu RH ainda fecha a folha em planilha, me chame aqui ou marque 20 minutos: [link da agenda].
Modelo 2: head de vendas
Time comercial que cresce sem processo perde receita sem perceber: lead que espera dois dias por resposta, proposta sem acompanhamento, previsão feita no feeling. Lidero vendas na Rotaflex, software de roteirização para transportadoras. Montei um time de 12 vendedores com três regras: resposta ao lead em até 15 minutos, cadência registrada no CRM e revisão semanal do pipeline. Em dois trimestres, a taxa de conversão de reunião em proposta subiu de 22% para 31%. Converso com diretores comerciais e donos de empresas B2B que querem organizar o processo. Sem pitch: compartilho o que funcionou e o que não funcionou. Quer trocar uma ideia? Me mande uma mensagem com o tamanho do seu time.
Modelo 3: head de marketing
Marketing que mede clique e vendas que medem reunião não conversam. O resultado é verba em canal que não gera cliente. Cuido da aquisição da Contabox, ERP para pequenas empresas. Trabalho com mídia paga e landing pages e trato a reunião registrada no CRM como o único número que fecha a conta. Reduzi em 38% o custo por reunião marcada em dois trimestres, cortando dois canais e dobrando o que trazia gente com perfil de compra. Se você é head de marketing de um SaaS B2B e vive a mesma discussão com vendas, escreva. Divido o modelo de painel que usamos.
Modelo 4: consultor
Todo SaaS de 1 a 10 milhões de receita anual chega a um ponto em que o fundador não consegue mais vender sozinho, e o processo comercial ainda está na cabeça dele. Sou consultor de vendas B2B. Em 8 semanas, desenho com o fundador o funil, os critérios de qualificação e a cadência do primeiro vendedor, e deixo tudo documentado no CRM. Passei por 23 empresas de software neste formato. Em 17, o primeiro vendedor bateu a meta no segundo mês. Como trabalho: uma reunião de diagnóstico de 45 minutos, sem custo, e uma proposta por escrito em 3 dias úteis. Para marcar o diagnóstico, use o link: [link da agenda].
Modelo 5: agência
Empresa que vende com time comercial não precisa de mais clique. Precisa de reunião com quem pode comprar, e de saber de onde ela veio. A Exemplo é uma agência de performance para SaaS e empresas B2B. Cuidamos de LinkedIn Ads, Google Ads, landing page e integração com o CRM. Hoje acompanhamos o custo por reunião marcada de 18 clientes, e não o custo por clique. Como trabalhamos: diagnóstico da conta em 5 dias úteis, plano de 90 dias e relatório quinzenal com os números do CRM. Se você investe em anúncios e não consegue dizer quantas reuniões vieram deles, fale com a gente: [link da agenda].
Modelo 6: SDR
Diretor de RH recebe dezenas de abordagens por semana. Poucas falam do problema dele. Sou SDR na Exemplo Cloud e converso com diretores e gerentes de RH de empresas de 200 a 2.000 pessoas. Começo sempre por uma pergunta sobre o fechamento da folha, e só marco reunião se fizer sentido para os dois lados. No último trimestre, a metade das conversas que iniciei terminou com a pessoa me dizendo qual era o gargalo dela, e isso vale mais que uma reunião forçada. Se o seu RH ainda perde dias na folha, me chame. Se não perde, posso indicar quem resolve melhor que a gente.
Dois cuidados com o último modelo. SDR costuma ser cobrado por reunião, então o texto precisa deixar claro o que a pessoa ganha ao responder. E a frase final só funciona se for verdadeira, porque o comprador testa.
O que tirar do resumo do LinkedIn
O texto que mais perde cliente é o que lista qualidades. "Profissional dinâmico, proativo e comprometido" ocupa a primeira linha que o comprador lê e não responde a nenhuma pergunta dele. Tire os adjetivos que qualquer pessoa pode escrever sobre si.
Tire também a cronologia. "Comecei como estagiário em 2008, passei por duas multinacionais e hoje..." é um currículo em prosa. A trajetória só entra se for a prova: "Passei 8 anos na operação de logística antes de fundar uma empresa de software para ela" explica por que você entende o problema.
Corte a terceira pessoa ("Carlos é um profissional..."). O texto é uma conversa, e a primeira pessoa dá a impressão de falar com o comprador.
Tire as promessas que você não pode comprovar, como "o melhor", "líder" e "referência". O comprador lê e descarta. Um número verificável vale mais.
Retire a lista de siglas e tecnologias para quem não é técnico. Se o seu comprador é diretor de RH, ele não precisa saber que o sistema tem API REST.
Evite blocos longos, sem quebra de linha. A ajuda do LinkedIn recomenda no máximo dois parágrafos, e marcadores quando a lista ajudar.
Por fim, cuide dos nomes de clientes. Só cite o cliente com autorização. Sem ela, descreva o tipo de empresa e o porte.
Como escrever o seu em 30 minutos
Pegue uma conversa real de venda e responda por escrito a quatro perguntas: qual dor fez o cliente chamar você, que resultado ele teve, quanto tempo levou e o que ele disse ao fechar. Essas respostas são o material dos blocos 1 a 3. O bloco 4 vem do seu processo de atendimento, e o 5, da agenda.
Escreva fora do LinkedIn, num editor, para contar caracteres e reler. Leia em voz alta: se uma frase só soa bem na sua cabeça, o comprador não vai entendê-la. Cole no perfil, leia a prévia nas duas primeiras linhas e peça a alguém do comercial que diga o que entendeu em dez segundos.
Depois de publicar, meça como no resto do perfil: visitas, convites aceitos, respostas e reuniões com origem "LinkedIn" no CRM. O texto sobre título do LinkedIn mostra a rotina de teste de quatro semanas, que vale para o "Sobre" também. E se você é o dono ou o head e quer que isso vire rotina de conteúdo, veja a marca pessoal do CEO.
Quem quer integrar o perfil a uma operação de social selling deve combinar o "Sobre" com a mensagem de abordagem. O visitante que leu "Times de RH perdem 3 dias por mês" não pode receber uma mensagem que fala de outra coisa. O mapa geral desse trabalho está em LinkedIn para empresas.
Perguntas frequentes
Qual o limite de caracteres do resumo do LinkedIn?
A ajuda do LinkedIn sobre a seção "Sobre" não informa o limite. O LinkedIn Learning e os guias indicam 2.600 caracteres. Para quem vende, a gente recomenda de 1.500 a 2.000, com a parte mais importante nas três primeiras linhas.
O resumo do LinkedIn mudou de nome?
Sim. A seção que muita gente ainda chama de resumo aparece hoje como "Sobre" no perfil. A ajuda em português usa esse nome.
Posso usar um resumo do LinkedIn pronto?
Use como esqueleto. Os modelos acima servem para você trocar dado por dado, mas o texto final precisa citar o seu público, o seu número e o seu jeito de trabalhar. Um resumo copiado fica genérico, e o comprador percebe.
Devo escrever o Sobre em primeira ou terceira pessoa?
Primeira. O comprador está lendo o seu perfil para decidir se fala com você, e a primeira pessoa soa como uma conversa. A terceira pessoa parece currículo.
Posso usar inteligência artificial para escrever o Sobre?
Pode como rascunho. O guia da mLabs cita sugestões de IA do LinkedIn, que exigem Premium. Mas o texto final deve ter o seu número, o seu cliente e a sua frase. Um "Sobre" escrito por IA sem dado próprio é igual ao de todo mundo.
Quer que o "Sobre" do seu time traga reunião medida?
A Summia liga o perfil à ponta de vendas: link do "Sobre" com UTM, landing page para quem vem do LinkedIn e origem da reunião registrada no CRM, para você saber se o texto novo trouxe gente com perfil de compra. Fale com a gente.